No domingo de manhã, de novo na Paulista, combinação insólita de shopping center e Feira de Artesanato - autêntica, original e com a cara dos autores, apesar de dentro do templo do consumo. Suprema ironia em tempos de padronização das feiras-hippies-de-artigos-do-Paraguai.
No meio da rua, debaixo de sol, se ouve um rock alto nas proximidades do semáforo. O condutor de uma Harley gigantesca, no bom humor de seus cinquenta e poucos, sabe que é atração. Sorri e acena para os passantes curiosos; é sua a manhã da Paulista. Os acordes alegres atravessam a rua, contrastando com a figura silenciosa do mendigo que faz ponto todos os dias - no domingo também - ao lado do shopping.
Na mureta da esquina, um casal gay conversa sem susto. Do outro lado da rua, outro artista de cinquenta e poucos inunda o asfalto com um solo de sax. Pelas notas fundas e calmas, o mundo fica grande no feriadão da Paulista.
terça-feira, abril 21, 2009
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Um comentário:
A combinação feirinha e shopping é mesmo rotina. Algumas feirinhas têm uma certa magia no ar e completamente a cara do domingo paulistano.
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