Batidas na porta da frente,
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Pra ter argumento
Mas fico sem jeito
E calado, ele ri
Ele zomba do quanto eu chorei
Porque sabe passar,
E eu não sei
Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração,
É o tempo
Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais, se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei
E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro,
Sozinhos
Respondo que ele aprisiona,
Eu liberto
Que ele adormece as paixões,
Eu desperto
E o tempo se rói com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Pra tentar reviver
No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer
(Aldir Blanc/Cristovão Bastos)
segunda-feira, novembro 24, 2008
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