sexta-feira, outubro 12, 2007

Ser feliz ou ter Razão? - O Retorno


E a pergunta "Ser feliz ou ter razão?" continua rendendo. Não pelo post em si, colocado aqui dias atrás, mas porque é tema um tanto recorrente nesses dias de trovão que a galera está vivendo. E como toda crise tem um lado bom (talvez tenha inclusive muito mais lados bons, a gente é que não os vê assim de cara... rs), tive a honra, com esse questionamento, de inspirar uma pergunta da amigona Mô em um momento especial para ela, que foi a conversa online que teve com sua autora preferida, Martha Medeiros (também na minha lista de escritoras mui queridas).

Segue abaixo a resposta da Martha, ao lado de considerações igualmente formidáveis das outras minas superpoderosas que me cercam (e cujos terrenos virtuais, devidamente linkados a seus nomes, são visita obrigatória).

Voilá! E obrigada pelos papos sempre salvadores! :)

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Minas!!!
Como leitora e fã ardorosa desta gaúcha tão querida que descobri aos meus 18 anos, no portal ZAZ, participei de uma entrevista feita pelo site do Zero Hora.
A pergunta que fiz à Martha Medeiros foi especialmente para a Jujú. E compartilho com vcs!!!
Beijos!!!


Mônica Calmon, São Paulo— Querida Martha! Por causa de suas colunas, leio ZH todos os domingos e quartas. Sou uma leitora assídua de todos os seus textos, desde 1997. O que eu mais gosto no seu estilo são esses links que você faz e a forma realista e moderna que você encara o mundo. Mas afinal, é possível ser feliz e ter razão? Beijão
Martha — Mônica, este foi o tema que me coube debater na Bienal do Rio, semanas atrás. Lembra da Balada do Louco, música da Rita Lee com Arnaldo Batista? "Se eles são bonitos, sou Alain Delon/se eles têm três carros/eu posso voar/mais louco é quem me diz que não é feliz...". Assino embaixo. Ser feliz deveria ser obrigatório. Só que há mil maneiras de ser feliz, a minha maneira pode ser diferente da sua e a de tantos outros. Mas cada um tem que encontrar um método de ficar, se não feliz, ao menos zen, em paz com a vida que conseguiu criar para si. Não precisa ser aquela felicidade de comercial de margarina, pode ser uma felicidade mais realista, mais pé no chão, até mesmo uma felicidade melancólica. Se você tem uma vida interessante, já é meio caminho andado, não é preciso ser vitorioso, rico, belo nem nada disso.

Quem quiser ver a entrevista completa, segue o link:
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Estilo%20de%20Vida&newsID=a1642570.xml

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Sabe, fiquei pensando que essa frase é a maior besteira. Isso é maniqueísmo. Porque você não pode ser feliz e ter razão?
(Mari)

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Concordo com você, Mari, quando diz que esta declaração é maniqueísta. Ainda acho que é possível ir equilibrando as duas coisas pelo caminho. E se for pra escolher entre um e outro, prefiro ser louca e feliz. Hahahaha!
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minas
eu acho que dá pra ser feliz e ter razão ao mesmo tempo sim! o único problema disso é que será a sua razão, e não a deles (a do comercial de margarina)...
e isso quer dizer que, se a sua razão for essa "razão de louco", aos olhos desse mundo, será uma não-razão para eles...entenderam?
resumo: os perdedores são os verdadeiros vencedores
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Tem um ditado que diz:
- Se alguém te chamar de louco, você está no caminho certo...
por isso minha mensagem é: fodam-se os comerciais de margarina, calcinhas, carros, cuecas e afins que só fazem a gente se sentir um bando de seres vazios, imperfeitos e incompletos.
Enquanto você acordar, olhar no espelho e sentir plena, sorrir com coração e ter brilho nos olhos, você está sendo feliz. Isso é o que importa para mim.
Agora, se isso é ter razão ou não... continuo preferindo o foda-se! Depende de quem eu quero que me perceba com razão, depende se eu quero ser vista com razão e principalmente... depende se a razão existe... na dúvida, sigo com o foda-se e toco em frente!
hehe..
beijos queridas!
Que orgulho ter amigas assim como vocês!!
saudades
(Taís)

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AÊÊÊÊ Tatá!!!
Viva la revolución!!
E vamos lá:
- nos inconformar com esse mundo cinza
- experimentar tudo o que essa vida tem de bom (com responsa)
- nos apaixonar e nos apaixonar e nos apaixonar
- arriscar ser feliz, aqui, acolá, preto, branco, mal passado, bem passado, frito ou assado (SEMPRE!)
- botar fervura nessa água que se chama VIDA
- concluir que temos alguém com quem queremos passar o resto da vida, sem questionar se isso é o que esperam da gente ou não
- concluir que a razão que mais combina com a gente é a do comercial de margarina (porque não??)
- cuidar da gente e de quem a gente ama (incluindo MUITO as grandes amigas AÊÊÊ), sem orgulho, sem preconceito e sem melindres
- dizer o que pensamos sem dar bola pra torcida contra (afinal ela SEMPRE vai existir)
e principalmente:
- LOUVAR O FENO!
AÊÊÊÊÊ!
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Beijos e bênçãos FENÍSTICAS para todas!
Amém! :)

Um comentário:

.::.paulinha.::. disse...

Nossa... eu que deveria me orgulhar de conhecer pessoas assim rs (mesmo não conhecendo pessoalmente todas).
A vantagem de ser pisciana, e por isso mesmo alheia muitas vezes, é que não se adentra tão profundamente em algumas coisas ditas frequentemente... sou talvez uma pessoa que fale muito essa expressão... mas nunca achei que ela servisse para sempre. Eu a digo sempre no meio de discussões tolas, onde, acredito eu, seja melhor ser feliz e dane-se quem tem razão (em discussões TOLAS!! rs)... ou mesmo em alguma questão de sentido: o que não tem remédio remediado está... nessas horas é melhor ser feliz e deixar que cada um tenha sua razão... pq não existe um certo e um errado... existem jeitos diferentes de encarar as coisas.
Ou seja, assim como não existe uma unica felicidade (o que me deixa feliz não deixa o proximo) também não existe uma razão só. Como diria Samuel Rosa, tudo tem três lados rs
Engraçado que agora concluindo esse comentario GIGANTE, percebi que todas se importaram com o tipo de felicidade, e não com o tipo de razão... será que entender que de certa forma o outro tb tem sua razão não é um pouquinho escolher ser feliz??
bjones