Não sei de onde vem essa vontade de arrancar a pele.
Não sei de onde vem o não se concentrar em nada, não ser mais dona dos pensamentos.
O não caber na redoma de vidro de todos os dias.
O não se importar mais com a hierarquia, com o que se diz e se deixa de dizer.
Não sei de onde vem a vontade de jogar tudo pro alto, de não ir onde te esperam, de dizer o que não se agüenta mais.
De sair da casca de novo, se lançar no precipício.
De ignorar toda e qualquer prova de sensatez.
Não sei de onde vem.
Mas já não caibo mais nos espaços que me cabem.
Não sei mais onde vou parar. Mas sigo, louca, no escuro.
domingo, agosto 05, 2007
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3 comentários:
Quanta intensidade, minha amiga! E que tempo confuso estamos vivendo. Mas as mudanças estão acontecendo e irão acontecer mais ainda. Adorei o texto! Como sempre!!! Beijos!
Mô
Ju, leva eu?
Beijo,
Fê
Eu queria estar assim. mas nasceu um xaxim em mim.
hahahahah
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