domingo, julho 25, 2010

Roda

"A reflexão sobre as eternas revoluções da Roda pode ajudar-nos a experimentar a simultaneidade de todos os opostos - até as forças aparentemente irreconciliáveis chamadas nascimento e morte.

Meditando sobre esta carta experimentamos um mundo não criado no tempo — um sistema que começa e acaba interminavelmente.

Quando aquietamos a respiração e sincronizamos as batidas do coração com o movimento da Roda, estabelecemos ligação com o nosso próprio nascer e o nosso próprio morrer; e não como dois acontecimentos discretos, que marcarão o princípio e o fim de uma experiência linear chamada vida, mas como dois aspectos sempre presentes de um processo contínuo, cujas revoluções se estendem até o infinito.

Nesses momentos experimentamos a Roda como se ela se movesse através de todo o tempo, fiando ciclos contínuos de nascimento, morte e renascimento.

Nessas ocasiões já não achamos o seu movimento um gesto estéril e repetitivo, uma ondulação incessante do dia para a noite e da noite para o dia.

Começamos a sentir que cada alvorada sucessiva traz um dia inteiramente novo e que a escuridão e cada noite nos envolve de novo em seu ventre negro.

Em tais momentos de introvisão nossos ossos e tendões zunem com nova vida e nosso sangue canta com todo o conhecimento seguro de que nos levantamos cada dia recém-nascidos."

(Sallie Nichols, Jung e o Tarot)

Feliz Dia do Perdão Universal!

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