
Já pelo terceiro ano consecutivo comento aqui sobre o Dia Fora do Tempo, ou Dia do Perdão Universal (nome que ganha minha preferência disparado para a data). Hoje, passo por aqui com um pouco de atraso (já faz duas horas e meia que o Dia terminou... mas tudo bem, faz de conta que o novo dia só começa depois que se dorme e acorda de novo, como a gente acreditava quando era criança, e como ainda funciona na prática muitas vezes). Ainda assim, lembrei da data o tempo todo e meditei sobre, de forma muito especial, também nesta noite. Momento de agradecer pelas bênçãos inesperadas (e esperadas), zerar as contas pendentes, fazer as pazes com as broncas do passado e incorporar os ensinamentos com alívio e alegria, entrando de forma leve, com malas vazias de pesos passados, no ciclo que começa em seguida.
Para celebrar e selar minhas reflexões tão particulares e, espero, transformadoras, recorro mais uma vez às palavras de um querido poeta. Que elas embalem o novo ano que está nascendo, e que ele venha cheio deste sentimento indizível e indispensável de paz.
Feliz Ano Novo!
Mais sobre a data, e o que andei matutando a respeito dela em outros anos, está aqui e aqui.A palavra
Já não quero dicionários
consultados em vão.
Quero só a palavra
que nunca estará neles
nem se pode inventar.
Que resumiria o mundo
e o substituiria.
Mais sol do que o sol,
dentro da qual vivêssemos
todos em comunhão,
mudos,
saboreando-a.
(Drummond)
Um comentário:
Delicioso...e de uma paz absurda. Amei esse teu texto. Óbvios e esperados beijos da Fe
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