
Quem me conhece sabe da minha célebre fama de ser rápida na cozinha - passar correndo. Sou muito melhor como convidada gastronômica do que como cozinheira. Não se trata de falta de jeito (quer dizer... rs) ou "nojinho", como comentou uma amiga. Na verdade, acho que o principal motivo do meu pouco interesse é preguiça mesmo. Preguiça de gastar meia hora (no mínimo) fazendo uma comida (isso para falar só do cozimento em si), comê-la em dez minutos e depois gastar mais meia hora (no mínimo) para arrumar a pilha de louças da cozinha.
Certo, os amantes da culinária e dos rituais que a compreendem já estarão com vontade de fechar correndo essa janela, ou então deixar comentários indignados a respeito da minha falta de sensibilidade em um dos momentos mais mágicos e sagrados do ser humano. Eu sei como é. Não se trata de desrespeito a quem gosta de cozinhar, pelo contrário; acho realmente mágico o talento de quem faz maravilhas na cozinha e aprecio, com todos os sentidos físicos e emocionais, os frutos do trabalho gastronômico feito com carinho. Acho deliciosos e acolhedores os resultados que conseguem minhas amigas e as mulheres da família na atividade. E até gostei de aprender alguns truques para sobreviver depois de ter ido morar sozinha. Gosto quando uma comida minha sai bem feita e agrada o(s) acompanhante(s) - me sinto como se tivesse tirado dez numa prova de álgebra. Mas empolgação, minha gente, é outra história.
Pois bem: que minha mãe não leia isso, depois de todas as tentativas árduas de salvar esta pobre alma; mas o lançamento do blog da amiga Paula tem me feito olhar o tema de forma mais próxima. A junção de receitas (muitas facílimas, feitas para pessoas com eu!) com suas lembranças e impressões pessoais cria um clima gostoso de "cozinha da mãe" (desculpe Paulinha, mas a Deméter falou mais forte... ;) e cativa até o leitor mais desinteressado pelo assunto. Imagino que esteja fazendo a alegria de quem já curte naturalmente aprender novas receitas.
Pois bem: que minha mãe não leia isso, depois de todas as tentativas árduas de salvar esta pobre alma; mas o lançamento do blog da amiga Paula tem me feito olhar o tema de forma mais próxima. A junção de receitas (muitas facílimas, feitas para pessoas com eu!) com suas lembranças e impressões pessoais cria um clima gostoso de "cozinha da mãe" (desculpe Paulinha, mas a Deméter falou mais forte... ;) e cativa até o leitor mais desinteressado pelo assunto. Imagino que esteja fazendo a alegria de quem já curte naturalmente aprender novas receitas.
Então, como sempre comento por aqui quando algum amigo querido lança blogs que entram pra lista aí ao lado, escrevo esse post especial para recepcionar o Órfã da Ofélia. Aproveitando o gancho, o blog também é muito bem vindo pelo fato de que, agora, deixamos mais uma vez de ser órfãos dos excelentes textos da Paula. :) Vida longa!


2 comentários:
Aiii, que lindo!!! Muito obrigada pela recepção e parabéns pelo texto. Fiquei mais que honrada.
Bjo grande.
Paula
Eu aprendi fazer arroz, feijão e carne moída com vc...
Postar um comentário